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Cada viagem é única, e por isso a mala de medicamentos deve ser planejada de forma individualizada, considerando o destino, o tempo de permanência, o acesso aos serviços de saúde locais, as doenças pré-existentes de cada integrante da família, alergias medicamentosas, uso contínuo de medicamentos e a idade dos viajantes (lactentes, crianças, adultos, gestantes e idosos).

O objetivo é levar medicações para intercorrências comuns durante a viagem, evitando dificuldades para adquirir medicamentos em outro país, além de garantir a continuidade dos tratamentos habituais.

Sugestão de composição da mala de medicamentos:

Medicamentos de uso contínuo em quantidade suficiente para toda a viagem, além de uma reserva para eventuais atrasos.

📌 Analgésicos e antitérmicos (como paracetamol ou ibuprofeno, dipirona, quando não houver contraindicação).

📌 Anti-inflamatórios, quando indicados e na ausência de restrições médicas.

📌 Antialérgicos para reações alérgicas leves. Corticóides quando paciente alérgico, em vários países a compra dessas medicações é feita apenas com receita médica local.

📌 Antieméticos para náuseas e vômitos. O ondansentron, por exemplo, é vendido apenas com receita na maioria dos países do mundo.

📌 Antidiarreicos (quando apropriado para a idade e situação clínica).

📌 Sais de reidratação oral. (Envelopes ocupam pouco lugar na mala)

📌 Lactobacilos (probióticos), que podem auxiliar na prevenção ou recuperação de episódios de diarreia.

📌 Antibióticos de uso emergencial, somente quando previamente prescritos pelo médico, com orientação clara sobre as situações em que devem ser utilizados.

📌 Pomadas para assaduras, dermatites, queimaduras leves ou picadas de insetos. Esses itens, porém, são facilmente adquiridos em farmácias e supermercados.

📌 Antissépticos, curativos, gaze, esparadrapo, bandagens e termômetro.

📌 Repelente e protetor solar adequados à idade.

📌 Colírios ou lágrimas artificiais, quando houver indicação.

Para crianças, recomenda-se levar formulações pediátricas (gotas ou suspensão), seringas dosadoras e medicamentos ajustados ao peso, sempre com orientação médica quanto às doses.

Para pacientes com doenças crônicas, como asma, diabetes, epilepsia, hipertensão, cardiopatias ou alergias graves, é indispensável transportar toda a medicação habitual, dispositivos específicos (bombinhas, espaçadores, glicosímetro, insulina, glucagon, auto-injetor de adrenalina etc.), além de receitas médicas e, preferencialmente, um relatório clínico resumido.

É importante lembrar que alguns medicamentos possuem restrições de entrada em determinados países. Antes da viagem, verifique as exigências do destino e mantenha os medicamentos em suas embalagens originais, acompanhados das prescrições médicas quando necessário.

A seleção dos medicamentos deve ser feita de forma personalizada, após avaliação médica, considerando o histórico de saúde de cada viajante, idade, peso, alergias, comorbidades e características da viagem, evitando tanto a falta de medicamentos importantes quanto o uso inadequado de medicações sem indicação. Dessa forma, a família viaja com mais segurança e preparada para as intercorrências mais frequentes.